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Medianeirense trabalhou como Motociclista Batedor da PRF na Jornada Mundial

A Polícia Rodoviária Federal tem uma história muito rica e importante para a nação, criada pelo presidente Washington Luiz no dia 23 de julho de 1928,  que definia as regras de trânsito, à época, com a denominação inicial de “Polícia de Estradas”.

O que muitas pessoas não sabem é que a história da Polícia Rodoviária Federal – PRF, nasceu junto com as motos, utilizada no início pelos patrulheiros rodoviários que recebiam a  missão de zelar pela segurança das rodovias federais e foi nomeado Inspetor de Tráfego, com a missão inicial de percorrer e fiscalizar essas rodovias e para tanto foram cedidas duas motocicletas, uma delas, a Harley Davidson, motos utilizadas até hoje.

Imponentes, e, sim, com certeza devemos chamá-las de glamourosas, pois são elas que dão o charme ao Motociclista Batedor da Polícia Rodoviária Federal, função que o medianeirense Valdemir Alberto Denuzzi exerce com dedicação. Além de expressar a paixão, não só em ser policial, mas a de fazer parte da história da PRF e seus motociclistas, cuja função confiada ao policial rodoviário federal, a de fazer escolta a várias autoridades, entres elas: Presidente do Brasil e de vários países, primeiros ministros, embaixadores, chanceleres, reis, rainhas, autoridades militares e eclesiásticas, como o Papa, entre outras autoridades.

Funcionário da PRF de Foz do Iguaçu, Denuzzi exerce a função de Policial Rodoviário Federal há 19 anos, e também está à disposição da entidade para trabalhos especiais como os eventos recentes que aconteceram no Rio de Janeiro: A Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude.

Para ser um Motociclista Batedor da PRF é necessário um curso específico, que segundo Denuzzi dura em média 35 dias. “Fiz em 2005 o curso, foram 05 dias de parte teórica e o restante prática. É um curso específico e segue padrões internacionais. Não é fácil, é necessário resistência, porque você passa dias em cima da moto, fazendo manobras. A moto tem 380 quilos, então, além de ter o controle da atividade é necessário o controle sobre a moto. É realmente para quem gosta de moto. É uma paixão e um desejo pessoal, ser um Motociclista Batedor da PRF”, descreve.

O curso foi realizado em Foz do Iguaçu, através da própria PRF, cujos instrutores vieram de Curitiba e Brasília. “Foz tem muita demanda de escoltas de autoridades. Temos as Cataratas, a Itaipu e é uma região de Fronteira, então sempre tem a presença de autoridades na cidade e também por sediar grandes congressos e eventos, a PRF sentiu a necessidade de treinar pessoas, para não precisar trazer profissionais de outros lugares e, então tivemos a oportunidade de realizar o curso”, conta Denuzzi.

Na Copa das Confederações, Denuzzi fez escolta para as seleções, presidente da Fifa entre outras autoridades. “Nosso trabalho é levar a autoridade de forma segura e com o mínimo de tempo, deixando o caminho livre para que a autoridade possa se deslocar com rapidez ao seu destino”, relata. Denuzzi revelou que devido às manifestações e protestos, houve mudanças no itinerário, sendo utilizados caminhos alternativos para desviar dos protestos, mas ressalta que isso não afetou o trabalho realizado e que tudo saiu de acordo com o protocolo, durante os 40 dias de trabalho. Denuzzi já havia trabalhado no Rio de Janeiro na Rio +20 e após a Copa das Confederações foi convocado para trabalhar na Jornada Mundial da Juventude. “Trabalhar em um evento como este foi emocionante. O país inteiro trabalhou nas rodovias, envolveu toda a equipe de policias rodoviários do Brasil”.

Para Denuzzi, a fé que moveu as pessoas durante os dias da Jornada foi extraordinária. A força e disposição dos jovens que dormiram na praia em Copacabana para no dia seguinte estarem dispostos a participarem, unindo três milhões de pessoas em uma só fé e crença. Considerando os dias chuvosos e frio, provou o quanto aquelas pessoas estavam envolvidas. “Ficamos 20 dias e foi emocionante acompanhar e ver o que a fé é capaz, ela renova. O Papa envolveu as pessoas, a gente sentia essa emoção, essa energia, talvez nunca mais possa ter essa experiência, me emocionei várias vezes, renovei a minha fé, apesar de ficar longe da família. Minha filha ligava e dizia: pai pede uma benção do Papa pra mim. Senti saudades, mas vi que o mundo não está perdido, têm muitas pessoas com vontade de mudar as coisas. E, apesar do sofrimento das pessoas, a visita que o Papa fez nas favelas encantou por onde passou, foi a lugares onde teve muita violência e levou outra mensagem, a de paz e solidariedade”, relatou.

Além dos Bispos, Denuzzi também fez escolta para o presidente do Suriname, onde passou o dia todo acompanhando seu deslocamento pelo Rio. Levou a autoridade para assistir a missa, que segundo ele, o Papa emocionou pelas palavras proferidas aos Jovens. “Senti a emoção das pessoas. O Papa é um marco na história recente da Igreja Católica, como foi João Paulo II”, comparou.

Quanto aos trabalhos futuros, Denuzzi disse que irá trabalhar na Copa do Mundo, cuja convocação provavelmente será para atuar no Paraná e talvez na final que será no Rio de Janeiro.

Policial que ama o que faz, tem paixão pela Polícia e pela moto. Para ele o trabalho de Motociclista Batedor é diferente do que vive no dia a dia da profissão. Segundo Denuzzi, é uma oportunidade única, a de estar com as pessoas, com as autoridades. “Você até coloca a sua vida em risco para zelar da segurança dessas autoridades, mas você faz isso porque ama o que faz e em nome do país você vai manter a ordem e deixar uma imagem boa para os Chefes de Estado que nos visitam, a de que nós oferecemos segurança”, ressaltou.

Quanto a moto, Denuzzi diz que elas aguentam o trabalho realizado, são resistentes, mas concordou quando disse a ele que Harley Davidson é um estilo, uma marca reconhecida no mundo todo, sendo impossível imaginar um Motociclista Batedor da PRF utilizando um outro modelo para tal função, que além da segurança, apresentam um charme à parte e mantém viva a história da PRF.

 

Da Redação